24 de novembro de 2009

Respeitável público!


Respeitável público, está chegando a hora de celebrar com música e grandes performances o lançamento dessa odisséia.
Nesse momento sinto-me um pouco Penélope, um pouco Ulysses em seu memorável reencontro após tão grandes saudade, ansiedade, paixão, esforço.
De fato fiz um pouco esse papel do fazer-e-desfazer de Penélope, administrando a ansiedade geral (e a minha própria), criando algo mais bonito, mais lapidado, mais gracioso, mais pleno.
Por outro lado vivemos algumas lutas como viveu Ulysses em tantos anos distante dos seus, em tantos momentos de luta pela sobrevivência - norteados pelo objetivo maior que era a volta para casa e para tudo que realmente era importante além da luta em si.

Para esse momento emocionante temos, só no palco: Alex Lameira(violões/guitarra/vocais/arranjos), Davilson Assis Brasil (contrabaixo), Kim Gomes (violões/guitarra/vocais), Will Aleixo (teclado), Patty Vianna (percussão), André Souto (bateria). Além dessas figuras maravilhosas ainda contamos com Marcelo Pacheco na guitarra e vocais, que também produziu algumas faixas do disco e Fábio Ramazzina ao violão que também assina o delicado arranjo de Coração.

No dia 26 de Novembro, as 20h, estaremos apresentando o resultado dessa Odisséia.

Ainda quero agradecer aos vários parceiros que foram tão generosos com seu tempo e dedicação para realizar esse projeto: Tuka e Tukasom pelas horas de vôo, de ouvido, pelo carinho e acolhida. Aos músicos queridos e parceiros dessa empreitada: Alex Lameira(violões/guitarra/vocais/arranjos), Davilson Assis Brasil (violão/contrabaixo/percussão), Kim Gomes (violões), Patty Vianna (percussão), André Souto (bateria). Marcelo Pacheco (guitarra/vocais), Fábio Ramazzina (violão/arranjo). André Salmeron (contrabaixo), Fernando Nunes (contrabaixo/arranjos), Julio Versolato (contrabaixo) e Zó Machado (contrabaixo acústico/elétrico) André Rocha (bateria), Cristal Velloso (flautas).

Também agradeço às parceiras Eliana Gonçalves pelo apoio na produção, Mariana Monteiro pelo roteiro e produção, Patricia Ramacciotti pela arte e produção, Leda Maria pela cessão dos direitos da imagem do quadro no qual foi inspirada a arte da capa do cd.

Ainda poderia agradecer a cada um dos mecenas que patrocinaram algumas faixas. Também aos amigos da Tradição que acompanharam com sua energia boa sempre chagando nos momentos de precisão, sempre presente...




8 de outubro de 2009

O compromisso com o compromisso

Como assim não sabe? É revoltante a permissividade das pessoas em serem indecisas, débeis, confusas. Areia! Nada a ver! De fato sou forçada a enxergar a minha própria rigidez; meu irrepreensível "compromisso com o compromisso". E isso é apenas um pequeno detalhe no quadro... Então, ao invés do costumeiro massacre com datas e considerações e aquilo que foi combinado (agendado) anteriormente, faço um novo compromisso - e esse preciso mesmo cumprir: Comprometo-me com a realidade objetiva do momento e seus sentimentos e implicações relacionadas. sem mais, abandono o texto na intenção de cumprir com o meu novo compromisso!

28 de setembro de 2009

A necessidade X a vontade

Interessante como a ordem dos fatores, em muitos casos, altera o produto.
De fato, numa idade muito tenra, fui exposta a um argumento irrefutável por uma inspiradíssima professora numa atividade de redação. Era necessário se organizar a escrita partindo de um tema proposto ou acordado e depois, somente depois de escrito o texto, é que se criaria o título - já sabendo do que se tratava a história.
Sempre me pareceu justo.
Nem apertado, nem largo...
Ok!
Posto isso fico numa situação de incerteza já que minha postagem se iniciou com o título da mesma. Coloco-o aqui para, no final, conferir se continuou o mesmo: "A necessidade X a vontade."
Tendo feito esse esclarecimento - além de praticar a excessão à regra da minha professora que também afirmava que em algumas situações sabia-se exatamente sobre o que se queria escrever e portanto o título podia aparecer desde o começo no alto da página, desde que à lápis!
Dessa forma flexibilizo minha posição no sentido de me permitir usar do espaço do título para criar um tema que pode conservar a função de tema e desaparecer ou evoluir de status para título, mantido e alinhado com a história.
Isso é escrever muito sobre um pouco de tema/título mutantes ou não...
Agora sobre a necessidade.
Recentemente estive na Ásia Central numa espécie de peregrinação espiritual.
Uma parte dessa história é sobre comida.
Três filmes cujo tema é esse marcaram a minha vida: "A festa de Babette", "Comer, beber, viver" e "Como água para chocolate". Todos os três falam, num certo sentido, de um papel menos óbvio da comida, do prazer, do carinho, das relações humanas que se desenvolvem frente a uma refeição. Falam também da fome e da fome de outras iguarias, de outro tipo de nutrição que vai além das vitaminas e sais minerais.
Nessa viajem tivemos algumas restrições de comida.
O cardápio era, invariavelmente, o mesmo: salada de pepino com tomate (temperados com sal e páprica - não, não há azeite nem vinagre!), macarrão cabelinho-de-anjo de arroz com muito coentro, pão (delícia!), sopa de legumes com ou sem carne (de carneiro) e carne (de carneiro). Essa foi a nossa refeição básica em 80% do tempo.
Algumas vezes rolava um kebab (que conhecemos como kafta no Brasil) feito com outra carne que não de carneiro.
Outras vezes aparecia um Pilau ou Pilaf como eles diziam - que é arroz com carneiro, bem forte de gosto e um pouco engordurado...
Os vegetarianos sofreram um pouco mais...
Porém o sofrimento foi muito mais psicológico do que qualquer outra coisa.
Aprendemos a comer aquela comida, a saboreá-la. Claro que enjoamos um pouco da previsibilidade e, nesses momentos, sempre surgiu uma pizza inesperada ou outro prato ocidental.
E voltamos.
Felizes, robustos, alimentados de tantas formas!
Aos meus amigos de caminhada beijos e abraços e saudades,
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