Muito bem, pessoas!
Eis que vou me aventurando no cantar
Luto por meu canto e canto a Deus
Para conseguir seguir
Em frente ou retornando
Às vezes sonho tanto acordada
Meu sono não comporta mais um tanto
E para pra lamber as feridas
Pra chorar as partidas e me reagrupar
Das muitas vozes que ouço
Do sul e do norte ancestrais
Ecoam tacapes e cortes
talhados de pedra e de sal
GenteÉpraBrilhar
Um agora diferente, tempo e espaço para críticas e comentários sobre a vida cotidiana e quase comum de uma artista/boêmia/buscadora. Com HUMOR e ESPERANÇA infinitos! GENTE É PRA BRILHAR!!!
10 de maio de 2012
13 de abril de 2012
Tempo
há tempo para falar e ouvir
há tempo para sonhar e dormir
há tempo para sorrir
há tempo para chorar
taxímetro do sopro divino correndo
ainda assim há tempo
para silenciar e dançar circular
para parar e sair de cena!
Pago minha conta secular
das escolhas que fiz para meu tempo
e teimo em cantar meu coração
e queimo minhas cartas sem noção
29 de março de 2012
Um pouco de poesia do maranhense Raimundo Correia:
Mal Secreto
Se a cólera que espuma, a dor que mora
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;
Se se pudesse o espírito que chora
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!
Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!
Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja a ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!
- que herdei de minha mãe
- que publiquei e compartilhei demais
- que publiquei e compartilhei menos do que merece ser publicado e compartilhado
- que me causa alguma emoção e muita reflexão
Mal Secreto
Se a cólera que espuma, a dor que mora
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;
Se se pudesse o espírito que chora
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!
Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!
Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja a ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!
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